Fechamento - Soja fecha com leve queda, mas fundamentos permanecem positivos
Na sessão regular desta terça-feira (8), os futuros da soja fecharam o dia em queda na Bolsa de Chicago. Após operar com queda de dois dígitos, o mercado conseguiu reverter parte das perdas e encerrou os negócios com baixas entre 7,75 e 9,25 pontos nos contratos mais negociados. O vencimento maio, referência para a safra brasileira, ficou em US$ 12,56 por bushel, recuando 8 pontos.
Entretanto, analistas de mercado afirmam que essas quedas refletem somente a pressão sazonal do avanço da colheita nos Estados Unidos e, por isso, é momentânea e pontual. Mesmo sem a referência oficial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), devido à paralisação de alguns serviços do governo americano, o mercado acredita que cerca de 20 a 22% da área de soja do país já estejam colhidos.
Nessa semana, segundo relatou o analista de mercado Étore Baroni, da FCStone, as condições de clima foram um pouco mais favoráveis ao andamento da colheita e isso também pesou sobre as cotações. "Os mapas mostram um pouco menos de chuva, o processo de colheita avança um pouco mais rápido e entra oferta no mercado e, inevitavelmente, há uma pressão em relação aos preços".
"O mercado se comporta de forma técnica e segue o caminho para testar o suporte dos preços, na casa dos US$ 12,40 e US$ 12,50 por bushel. Isso já aconteceu duas vezes observadas nos gráficos e pode acontecer uma terceira vez. Essa queda é técnica, mas a alta também foi um movimento técnico de antes", explica o analista de mercado Mauricio Correa, do SIM Consult.
Para Correa, o patamar de suporte do mercado, ou a mínima, é o valor de US$ 12,50 por bushel, sendo US$ 13,50 um ponto de equilíbrio e US$ 14,50 a máxima. Porém, ratifica que, caso a safra norte-americana sofra mais perdas mais adiante, esse intervalo pode passar a ser de US$ 13,50 a US$ 15,50. "Se isso acontecer, acontecerá após esse período de colheita, que é um período de baixa sazonal. mercado deve voltar a subir quando a colheita passar dos 50%, independente de outros fatores".
Para Baroni, o mercado ainda está perdido e buscando definir uma direção frente à essa falta de informações oficiais sem os serviços do USDA. "Não temos informações de produção, colheita, exportação e nem situação da safra americana. Mercado trabalha com as notícias que tínhamos na última semana". Ao mesmo tempo, o mercado observa também um início de plantio dentro da normalidade na América do Sul, em linhas gerais, o que também pesa sobre os negócios.
fonte: Notícias Agrícolas
